Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

«Na imigraçon, cansera, el qui nô pano di cubri»

Ramiro Naka.jpg
Ramiro Naka


Às vezes, como aconteceu ontem, tenho saudades de uma ou duas músicas de Ramiro Naka. A foto que publico, foi-me oferecida em Paris pelo cantor em 1991. Do que tenho saudades, é justamente de um álbum que ele lançou por essa altura, o qual havia de o levar a uma tournée de apresentação à Bissau, onde assisti a um dos seus espectáculos, no Estádio "Lino Correia".

De corpo atlético, que de resto exibia melhor que a sua monocórdica mas melódica voz, guardo de Ramiro Naka a imagem de artista-vibração, como nunca vi na Guiné-Bissau, nem da parte do excêntrico e electrizante Patcheco di Gumbé. Não esqueço, porém, que a monocórdica voz de Ramiro Naka é largamente compensada pelo alto significado enigmático que o conteúdo das suas músicas transmitem. Não foi Ramiro Naka quem cantou e disse que “na imigraçon, cansera, el qui nô pano di cubri”?, o qual podíamos traduzir mais ou menos assim: “Na imigração, fazemos das dificuldades nossos cobertores”. Pense-se nisso!

Leopoldo Amado
9 de Julho de 2005

publicado por jambros às 13:21
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